Tuesday, December 21, 2010

Tormento



Nas noites de tormento apetece me chorar.

Despertar custa me e a minha cama parece me reconfortante.

Mais do que as manhas frias de Novembro.

Mais do que as noites quentes de Maio quando acompanhado .

Adormecer tornou se um processo doloroso,

É por isso que me canso de forma perniciosa,

Para só adormecer quando estiver totalmente no fim,

Das forças que me suportam.

Anseio por respostas ilusorias,

Que decidam os proximos passos a dar na estrada vermelha,

Aquela que não tem fim mas têm vários.

O adeus á humanidade parece me certo.

Odiar todos parece me ideal.

Cria da sociedade perdida que é esta onde vivo,

O imperioso respirar da besta que me enfrenta,

E eu lhe digo calorosamente que venha, que morra.

Summer Wars


I want to go to my own reality

That is not here, that is definitive

But I just have to try and live in this world

And not fucking hate it

I’m just so full of hatred

So full

I want to grasp the world and make it scream

I always said that if I had super powers I would be a really evil villain

Not because it is fun

Because the world deserves it

It deserves to be killed, tortured, to perish in silence

I want it to ask for sorry, to admit that it is a bastard son of a bastard concept of civilization.



The Octoparse, former compassion, was a grim sight. His black tentacles reached long distances in a insidious movement, trying to capture other's ideals. Courage, Lancer and Wolfgard fought the beast and won. The entire realm called it "the murder of Octoparse." The murderer was both his creator and assassin, Octoparse tentacles move no more.

Thursday, December 02, 2010

Acho que maior parte das pessoas não sabe o que é o amor. Acham que é suposto fazer

nos feliz a toda a hora. Que não existe luta e obstáculos pessoais.

E se existe é porque as pessoas não são compatíveis e não deviam tar juntas.

Deixar de amar parece ser tão facil como começar a amar. Para mim ambos

momentos, quando existentes, são dificeis de realizar.

Tuesday, November 30, 2010




Os dias de inverno eram sombrios e longos,

Não pela estação em si,

Mas porque o meu semblante era entristecido.

Longos dias os de perda da razão,

Tentativa de controlo da minha vida.

Difícil sem dúvida mas necessário.

A chuva caía com força e a minha mente pedia uma trovoada forte,

Que abalasse de uma forma intermitente os próximos passos.

O filme da minha vida era trocado por outros filmes,

Filmes tristes que me preenchem.

Programas alegres que me entretêm.

A minha mente acentava na ideia de que nada é definitivo,

Apenas a morte.

A relação que havia tido havia portanto acabado,

E era uma morte.

Reanimar um sentimento que em mim vivia com força,

Tentando adormecê-lo,

Enquanto movimentava ilusioriamente a ligação entre mim e a outra pessoa.

O tempo cura e desespera.

O tempo como movimento abstracto dos ponteiros do relógio,

Iluminava os passeios da minha estrada de esfalto.

Era aí que eu me restava,

Andando em frente lentamente,

Olhando por vezes para trás,

Á procura de algo.

Que alguém passasse.


Friday, November 19, 2010

The crowd waits
and turns their faces
towards you expectantly
you give them what they need
But their useless criticism
makes you die
a bit more inside

Not a subject to control
you call upon a higer power
for help and inspiration

Oh, I swoon
while loudspeakers play soft music

Leaning
over your fourtieth masterpiece
You must have loved
the colour of these violins

I wish I knew you
Your fit of insanity makes me sad

I wish you knew
your music was to stay forever
And I hope...

I have no clue
if you know how much it matters
And I hope...

Monday, November 01, 2010

Tenho medo de escrever por não saber o que pode sair.

Pode ser catastroficamente final, um térmito de passagem.

Saudades de me sentir completo e feliz, unido por uma ligação indivisízel.

Herói de batalhas nunca acontecidas,

Fulgores perturbadores,

Um tropeção no quotidiano.

Coisas que me fazem interpretar a vida de hoje,

Com um olhar desfazado e meio perdido.

Quero cantar o teu nome em noites frias com um amar despreocupado.

O olhar para ti e sentir que devia correr e correr e correr para longe,

Sacrifica o que sinto num ritual sangrento e íntimo, solitário.

Imposições na minha vida, farto delas.


Wednesday, October 20, 2010

"Quando olhas para o abismo o abismo olha para ti."


E o fim começa, esse processo de intrusão da mente no que é emoção.

E cada machadada na porta é mais um passo em direcçao do mesmo, uma perene forma de auto-destruiçao que parte dos proprios envolvidos.

O que dói nao é o processo em si, é mesmo assistir a ele acontecer.

Monday, October 11, 2010

Praga de olhares vermelhos.


São histórias, muitas,

Que entreteriam qualquer um até ao infinito.

E por elas não me sinto sozinho,

Desde o nascimento até à morte,

Fazem a minha viagem penosa

Fazem na valer a pena.

Queria lá estar com todos eles,

Sem senãos,

Para aproveitar a viagem.

E que viagem essa seria.

O mundo caia lá fora, toneladas de chuva partiam o silêncio da noite com um burburinho ensurdecedor. As coisas no meu quarto dormiam á melodia de uma música leve de emoção, numa voz doce feminina. Todas as coisas dormiam menos eu e o meu teclado que me ajuda a escrever. Por momentos o meu candeiro abriu o olho em descontentamento quando o liguei para me ajudar a ver as teclas, quer dormir e eu não o permito, quis escrever fosse o que fosse, parvo ou não.

Isto sou eu, escrita. E a escrita faz parte do que sempre serei, dê por onde der. O leitor é exigente, mas não tanto quanto eu sou comigo. Mais uma noite em branco sem conseguir escrever linhas significativas do meu próximo conto. Ás nove da manhã chegaram rápido e em movimentos lentos vesti-me e os meus pés entraram nas botas. Pareciam pesadas naquele dia, mais que nos outros. A luz incomodou-me os olhos, perfurando a minha sonolência. A caminho do café pensei no que faria para completar o prazo de escrita, tinha mais dois meses e não havia conseguido escrito nada nos meses anteriores. Que inutilidade. No café encontro o Victor num canto da mesa do canto. Sim, que redundância, como as minhas noites em claro a escrever nada. Aceno-lhe e ele responde, com as suas olheiras distintas. Esboço um sorriso amarelissimo. Peço um café cheio e um pastel de nata com canela. O costume. No fundo do meu cerebro aquela rotina podia ligar novamente o que queria. A escrita.

Sento me ao lado do Victor. «Hey.» Digo eu. «Hey.» Diz ele. «Como vai a escrita?» «Péssima. Não escrevi nada novamente.» Não consigo esconder nada, podia fingir sucesso... «Tendo em conta o teu problema...» Ele sorve um pouco do leite com café que bebia. «Devias mudar a tua rotina. Arranjei-te uma solução. Infelizmente tenho de passar com a familia o natal.» Não tenho familia na cidade onde vivo, e não tenho ligações significantes com quem me pertence, o natal era passado onde fosse. «Por isso podes usar a casa que tenho no Alentejo no natal, mudar essa rotina pode ser que te inspire. As paredes do teu quarto já devem tar fartinhas de olhar pra ti a desesperar.» Riu-se, o sacana. Era sacana mas era amigo, sempre achei que a ironia funcionava melhor nos outros do que em mim. Falta de treino provavelmente. «Talvez tenhas razão... passar o natal sozinho a escrever pode resultar para mim. Ou pelo menos não incómodo a minha familia com a minha depressão. Nesta altura preferem todos prendas e alegria, não chatos escritores.» «Ora bem, então toma as chaves e a morada. Não me destruas a casa, aproveita que aquilo fica numa vila alentejana sem muito para te distrair tirando florestas, casas dispersas e os sinos de uma igreja qualquer.» «Mas que bom... desde que não me dê uma de Shinning e com cabin fever começar a matar pessoas pela vila... Acho que pode resultar.» «Isso era ironia?» «Tentativa de...» «Bem me pareceu.» Aparentemente nem no humor eu estava inspirado.

Sunday, October 10, 2010

Aguardo.


Guarda-me amor, um pedaço do teu dia, um restar do teu perfeito afagar de cabelo.

Guarda-me prazer e olhares, cumplicidade e beijos, que nunca faltem de flutuar.

Guarda-me indícios de loucura sem fastio, suores e gemidos.

Guarda-me tempos e intervalos, momentos do tempo parados connosco, dançantes.

Aguardo amor, pelos momentos que me sintas perto e sem medo.

Guardo-te amor, um filme ensaiado repleto de cenas romantizadas.

Guardo-te risos e piadas, gargalhadas que ressoam nas paredes de teu quarto.

Guardo-te horas de sono para sonhar contigo, sonhos quentes e sentidos.

Guardo-te o futuro com toda a disposição de quem olha para ti e sente que os minutos não são perdidos, que as lágrimas são todas necessárias, que em todos os mundos paralelos me cruzo contigo e em todos eu suspiro de emoção.

Wednesday, September 08, 2010


O som côncavo da besta interior mexeu as paredes existentes da fortaleza

O som era terrivelmente horrível, dói a muito, fez o mal. Implodiu as portas seladas e a sombra passou para a sala interior. O coração planava majestosamente na sala, e os dedos pretos e pontiagudos do colosso negro agarraram o coração, lentamente, dedo por dedo, e riu se. Riu se tanto que se ouviu em todo o lado, e teve fome, oh tanta fome.

Na mesa de banquete da fortaleza vários monstros hediondos comem o coração de pança cheia, falam e falam com a boca cheia de comida, e riem imenso. Bebem lágrimas, frescas e revitalizantes, cheias de emoção antiga.

No quarto dos fundos uma música funesta tocava no gira-discos poeirento e duas personagens conviviam um mesmo momento. Daniel Stram fazia as malas rapidamente para desaparecer daquela fortaleza já não segura. No mesmo sítio, o cavaleiro da lança, antes valoroso e agora uma casca quase sem vida, recebia uma massa amorfa de liquido preto viscoso em cima, que o penetrava pela pele e o transformava no Crosus, mortífero.

Sunday, July 25, 2010


A vida sem arte morreria, perdida em si própria sem substância.

Esta ideia passava vezes sem conta na vida de Daniel Stram. Escritor e apaixonado pela escrita dos outros, escrevia horas a fio.


Se és de pedra eu sou de aço, caído da fornalha e quente de maldade.

Sem medo de abrir, de embater a carne, preto e enjoado, laminado e atiçado

A noite calejante, olha para mim de soslaio, fruto de passados épicos e nunca esquecidos.

Lua cheia, mar calmo e humidade no ar, o frio calmante, entorpece te a ti e a mim, tornando esta dança lenta, mas mortal sem erros.

Acordar

O fundo do vaso é um vazio.

Peixe gordos sumarentos,

Vermelhos como o fogo,

Mexem-se sem água,

Perdidos insolentes.

Num jardim verde em volta,

As árvores dançam acompanhadas,

A musica de passáros iluminados,

Paradisíacos e tenazes.

A terra é um simbiose com a erva que lhe pertence.

E chega a noite,

E chega o mundo, realidade.

A realidade acomoda, enche de nervos.

As pupilas enrrigessem,

Os dedos apertam o vaso e num movimento fusco o parte em pedaços,

São muitos e muitos, e não param de partir.

E são tantos e tantos e não param de me atormentar.

Os peixes morrem, assustados,

Os passáros param desconfiados e as árvores temem, sossegadas.

O silêncio instalado indica o terminar,

O terminar dum conto,

O arder da fantasia

Mirror Moments of My Life.

























































































































Wednesday, June 02, 2010

Azedume (good guys endure shit alone)



Ao longe todas as caras da minha História

Apresentavam se como sempre foram.
Verdadeiras como a própria realidade.

Há musicas que ligam me ao mundo de fantasia

Momentos também.

Oh esses momentos,

Lindos e destruidores,

Virgulas na frase longa que é a minha vida,

Um perdurar de emoções e lágrimas,

Sorrisos e passeios com o vento frio na cara,

Salpicando me com lições.

E ali estavam como sempre,

Todos eles,

Os mais negros e poderosos,

Os mais alegres e animadores.

Os seus sons vibrando,

Desde a coragem de armadura prateada

Ao desespero de mão de sombra escura.

Os prados verdes e as montanhas,

Os castelos e ruínas,

A linha costeira escarpada.
Tudo isto dentro de um pedaço de carne

Tão pequenino como eu.

Tudo isto e muito mais.

São histórias, muitas,

Que entreteriam qualquer um até ao infinito.

E por elas não me sinto sozinho,

Desde o nascimento até à morte,

Fazem a minha viagem penosa

Fazem na valer a pena.

Queria lá estar com todos eles,

Sem senãos,

Para aproveitar a viagem.

E que viagem essa seria.

Tuesday, May 25, 2010

Solitude



O Colosso ambala mais uma vez.

A fúria de que mim faz parte.

Relembrando-me que ficar em isolamento.

Sozinho é o melhor.

Que nunca me magoa a ausência de pessoas.

Sim a predominância delas.

A dor é circular e a tua mente é única.

O padrão azulado que as tuas ondas criam.

São impercéptiveis aos outros.

Tal como seria de esperar.

E estás sozinho, feliz.

Sem pessoas e desilusões.

Abusos ou esquecimentos.

Saudades ou maus agradecimentos.

Perdidos e em pânico andamos.

Quando a exposição ao sol nos magoa.

Quando a solitude termina.

Tuesday, April 20, 2010


O mundo caia lá fora, toneladas de chuva partiam o silêncio da noite com um burburinho ensurdecedor.

As coisas no meu quarto dormiam á melodia de uma musica leve de emoção, numa voz doce feminina.

Todas as coisas dormiam menos eu e o meu teclado que me ajuda a escrever.

Por momentos o meu candeiro abriu o olho em descontentamento quando o liguei para me ajudar a ver as teclas, quer dormir e eu não o permito, quis escrever fosse o que fosse, parvo ou não.

Isto sou eu, escrita.

E a escrita faz parte do que sempre serei, dê por onde der.

Saturday, March 06, 2010





Os meus dedos sentem falta do toque das cordas da guitarra.


Perdem tempo à procura de lamentos para escrever e de me tentar colocar gotas na cara, mas não conseguem.


São soldados perdidos, corpos intermitentes na chuva.


Nem um trovão no céu, nem um, e eu que os permito tanto, por vezes os peço.