Sunday, October 10, 2010

Aguardo.


Guarda-me amor, um pedaço do teu dia, um restar do teu perfeito afagar de cabelo.

Guarda-me prazer e olhares, cumplicidade e beijos, que nunca faltem de flutuar.

Guarda-me indícios de loucura sem fastio, suores e gemidos.

Guarda-me tempos e intervalos, momentos do tempo parados connosco, dançantes.

Aguardo amor, pelos momentos que me sintas perto e sem medo.

Guardo-te amor, um filme ensaiado repleto de cenas romantizadas.

Guardo-te risos e piadas, gargalhadas que ressoam nas paredes de teu quarto.

Guardo-te horas de sono para sonhar contigo, sonhos quentes e sentidos.

Guardo-te o futuro com toda a disposição de quem olha para ti e sente que os minutos não são perdidos, que as lágrimas são todas necessárias, que em todos os mundos paralelos me cruzo contigo e em todos eu suspiro de emoção.

Wednesday, September 08, 2010


O som côncavo da besta interior mexeu as paredes existentes da fortaleza

O som era terrivelmente horrível, dói a muito, fez o mal. Implodiu as portas seladas e a sombra passou para a sala interior. O coração planava majestosamente na sala, e os dedos pretos e pontiagudos do colosso negro agarraram o coração, lentamente, dedo por dedo, e riu se. Riu se tanto que se ouviu em todo o lado, e teve fome, oh tanta fome.

Na mesa de banquete da fortaleza vários monstros hediondos comem o coração de pança cheia, falam e falam com a boca cheia de comida, e riem imenso. Bebem lágrimas, frescas e revitalizantes, cheias de emoção antiga.

No quarto dos fundos uma música funesta tocava no gira-discos poeirento e duas personagens conviviam um mesmo momento. Daniel Stram fazia as malas rapidamente para desaparecer daquela fortaleza já não segura. No mesmo sítio, o cavaleiro da lança, antes valoroso e agora uma casca quase sem vida, recebia uma massa amorfa de liquido preto viscoso em cima, que o penetrava pela pele e o transformava no Crosus, mortífero.

Sunday, July 25, 2010


A vida sem arte morreria, perdida em si própria sem substância.

Esta ideia passava vezes sem conta na vida de Daniel Stram. Escritor e apaixonado pela escrita dos outros, escrevia horas a fio.


Se és de pedra eu sou de aço, caído da fornalha e quente de maldade.

Sem medo de abrir, de embater a carne, preto e enjoado, laminado e atiçado

A noite calejante, olha para mim de soslaio, fruto de passados épicos e nunca esquecidos.

Lua cheia, mar calmo e humidade no ar, o frio calmante, entorpece te a ti e a mim, tornando esta dança lenta, mas mortal sem erros.

Acordar

O fundo do vaso é um vazio.

Peixe gordos sumarentos,

Vermelhos como o fogo,

Mexem-se sem água,

Perdidos insolentes.

Num jardim verde em volta,

As árvores dançam acompanhadas,

A musica de passáros iluminados,

Paradisíacos e tenazes.

A terra é um simbiose com a erva que lhe pertence.

E chega a noite,

E chega o mundo, realidade.

A realidade acomoda, enche de nervos.

As pupilas enrrigessem,

Os dedos apertam o vaso e num movimento fusco o parte em pedaços,

São muitos e muitos, e não param de partir.

E são tantos e tantos e não param de me atormentar.

Os peixes morrem, assustados,

Os passáros param desconfiados e as árvores temem, sossegadas.

O silêncio instalado indica o terminar,

O terminar dum conto,

O arder da fantasia

Mirror Moments of My Life.

























































































































Wednesday, June 02, 2010

Azedume (good guys endure shit alone)



Ao longe todas as caras da minha História

Apresentavam se como sempre foram.
Verdadeiras como a própria realidade.

Há musicas que ligam me ao mundo de fantasia

Momentos também.

Oh esses momentos,

Lindos e destruidores,

Virgulas na frase longa que é a minha vida,

Um perdurar de emoções e lágrimas,

Sorrisos e passeios com o vento frio na cara,

Salpicando me com lições.

E ali estavam como sempre,

Todos eles,

Os mais negros e poderosos,

Os mais alegres e animadores.

Os seus sons vibrando,

Desde a coragem de armadura prateada

Ao desespero de mão de sombra escura.

Os prados verdes e as montanhas,

Os castelos e ruínas,

A linha costeira escarpada.
Tudo isto dentro de um pedaço de carne

Tão pequenino como eu.

Tudo isto e muito mais.

São histórias, muitas,

Que entreteriam qualquer um até ao infinito.

E por elas não me sinto sozinho,

Desde o nascimento até à morte,

Fazem a minha viagem penosa

Fazem na valer a pena.

Queria lá estar com todos eles,

Sem senãos,

Para aproveitar a viagem.

E que viagem essa seria.

Tuesday, May 25, 2010

Solitude



O Colosso ambala mais uma vez.

A fúria de que mim faz parte.

Relembrando-me que ficar em isolamento.

Sozinho é o melhor.

Que nunca me magoa a ausência de pessoas.

Sim a predominância delas.

A dor é circular e a tua mente é única.

O padrão azulado que as tuas ondas criam.

São impercéptiveis aos outros.

Tal como seria de esperar.

E estás sozinho, feliz.

Sem pessoas e desilusões.

Abusos ou esquecimentos.

Saudades ou maus agradecimentos.

Perdidos e em pânico andamos.

Quando a exposição ao sol nos magoa.

Quando a solitude termina.

Tuesday, April 20, 2010


O mundo caia lá fora, toneladas de chuva partiam o silêncio da noite com um burburinho ensurdecedor.

As coisas no meu quarto dormiam á melodia de uma musica leve de emoção, numa voz doce feminina.

Todas as coisas dormiam menos eu e o meu teclado que me ajuda a escrever.

Por momentos o meu candeiro abriu o olho em descontentamento quando o liguei para me ajudar a ver as teclas, quer dormir e eu não o permito, quis escrever fosse o que fosse, parvo ou não.

Isto sou eu, escrita.

E a escrita faz parte do que sempre serei, dê por onde der.

Saturday, March 06, 2010





Os meus dedos sentem falta do toque das cordas da guitarra.


Perdem tempo à procura de lamentos para escrever e de me tentar colocar gotas na cara, mas não conseguem.


São soldados perdidos, corpos intermitentes na chuva.


Nem um trovão no céu, nem um, e eu que os permito tanto, por vezes os peço.

Cantos e violino.




Chuva preta que me cai,

Pinta os ombros e cara,

Destrói elementos de mim,

Abala pilares necessários.

Perdura como ecos de gotas antigas em poças estranhas.

Enche e enche aquele velho poço,

Cheio de monstros,

Cheio de loucos.

Falam pouco,

Mas contam histórias de maldição,

Horror e pena.

E são eles os sábios do universo,

Os insanos do esquecimento,

Aqueles de que ninguém se lembra,

Nem na morte.

Wednesday, March 03, 2010

"The sky looks amazing today"



Lua azul que me domina,

Cai de luz sobre a cidade,

Tua metade me conta historias,

A outra metade esconde sustos,

Perco tempo a te olhar,

Pela janela de meu quarto,

Embaciada e pequena,

Tal como tu ao meu olhar,

Um coraçao desenhado me poe em paz,

Tudo por tua causa lua azul,

Lua azul que me ilumina.

Thursday, February 25, 2010

Updates

Continuo cheio de trabalho e de afazeres, ainda com mais coisas. parece me que quanto mais escrevo mais coisas me aparecem para fazer. O meu projecto rpg está de momento parado na fase de construcçao, mas com as novas sessoes surgem me novas ideis e desenvolvem se coisas novas. por isso nao estou preocupado. A minha tese de mestrado esta a desenvolver se com alguns obstaculos, mas com as novas guidelines do meu tutor da alemanha tenho conseguido criar conteudo, alem de ter conseguido manter o projecto vivo, mesmo que por vezes pareça que vá morrer, eu nao deixo. Ainda leio artigos sobre o assunto, escrevo, continuo o projecto fisico de base de dados para a universidade, penso arduamente e angustiosamente no meu tema de doutoramento, leio e pesquiso livros (tenho forçosamente de ir a lisboa pesquisar coisas) e continuo na luta por procurar as bolsas e financiamentos, escrever e adaptar coisas já escritas por mim em artigos está de momento de lado, visto ter imensas coisas para fazer de momento...
Vida social coitadita. tenho tido pouca. mas este fim de semana que vem vou aproveitar para ir a casa mãe para descansar um bocadito e visitar a familia e amigos de infancia.


Estou a ver:
Bored to dead (mto bom)
Smallville (more fucking awesome each day:P)
Erica (interessante)


Souleater

Batman: brave and bold


Espero:
mais entourage
naruto sem fillers

movies im waiting for:

prince of persia

kick ass

alice in wonderland


Loving:
a minha namorada :P

Wednesday, February 17, 2010





Alone the night strikes me once more.


And my mind wanders into darken planes


Awful paintings of shadow and blood


Monsters and ilusions



I got myself a new soul to wear


And a long face to swear


That im independent


Im a lonely glass in the trail


A horned devil in the land.



I need to speak my mind


To get the whell dry


Struck a light on the floor


Flash the eyes on the carpet

Bard





Took you two years to win my heart
Then two words to break it
The love you ignited,
You firefighted and roared
Bellowing into the rainy night

They say heartbreak is good for the skin
But all that it's helped is my drinking
Picking fights with myself and my friends
And my friends threatening to do me in

Took you two years to win my heart
Then two words to break it
More surprising than two years of lying is how people let You get away with it

Saturday sleep-ins with no distractions
Summer sun and songbirds
Once kept afloat on a venetian boat
Blotted out by your two words

Mighty Leon, wind the tape
And be sure of one thing
Every song from a heart this mangled
Will be draped in strings, strings, strings



- owen pallett



Do not offer me a contract
Got no use for a house by the sea
All I ask for is a warm body
To keep this winter from killing me

Everytime you close your eyes and lie still
You look just like a dead man
Dead man, dead man, I'll sing your story
Dead man come to live again

Scan the skies for signs of heaven
Heaven, what use is heaven for you?
Spend your time instead
Spend your time with us, us



- owen pallett



Tuesday, January 12, 2010

Post Irregular

Estou cheio de trabalho e de afazeres. Ainda tenho o meu projecto de RPG a começar a tomar forma, quase fisica (e eventualmente se o deixar de lado ele vai me bater e nao deixar), tenho a minha tese de mestrado, ler artigos, escrever, projecto fisico de base de dados para a universidade, pensar no tema do meu doutoramento e começar a procurar as bolsas e financiamentos, escrever e adaptar coisas já escritas por mim em artigos...
Um belo quebra-cabeças.

Vendo:
naruto
bored to dead
smallville
legend of the seeker

Espero:
mais entourage
samurai champloo

Vi:
full metal alchemist - over ^^

Loving:
a minha namorada :P

Saturday, December 26, 2009

Alusão ao presente



O amor a mim pouco me diz senão que te amo.

Diz-mo no ouvido,

Um suspiro,

E lentamente me alimenta,

Céptico assombrado,

Intelectual do coração.

O que me dás apenas te posso dar de volta,

Um agradecimento ou um sentimento,

O mais puro dos puros,

Mesmo que regrado.

Uma entrega mesmo que contida,

Pois da fonte que me rega existem apenas velhos senhores,

De caras rigídas cinzentas,

Que enviam água e luz num fluxo lento mas estável.

Tão estável como o sol e a lua,

Tão estável como o meu amor.

Acordar



O fundo do vaso é um vazio.

Peixes gordos sumarentos,

Vermelhos como o fogo,

Mexem-se sem água,

Perdidos insolentes.

Num jardim verde em volta,

As árvores dançam acompanhadas,

Á musica de passáros iluminados,

Paradisíacos e tenazes.

A terra é uma simbiose com a erva que lhe pertence.

E chega a noite,

E chega o mundo, realidade.

A realidade acomoda, enche de nervos.

As pupilas enrrigessem,

Os dedos apertam o vaso e num movimento fusco o parte em pedaços,

São muitos e muitos, e não param de partir.

E são tantos e tantos e não param de me atormentar.

Os peixes morrem, assustados,

Os passáros param desconfiados e as árvores temem, sossegadas.

O silêncio instalado indica o terminar,

O terminar dum conto,

O arder da fantasia.

Passado dos Dedos



Alarmismo nos meus dedos, quando toco na guitarra.

O passado percorre os meus dedos, o sentimento dilacera, a sua força cria ideias e liga sistemas.

O passado do meu quarto é tão doloroso como caloroso no meu coraçao,

E será assim para sempre enquanto as paredes do meu quarto e casa estiverem em pé.

Se for pelo amor que sinto por ela, estão sólidos.

A dor que permanece fechada cuidadosamente num quarto onde raramente vou e vão os meus,

É o meu antigo quarto, o meu antigo passado, o meu antigo eu e os fantasmas que lá habitam teimosamente.

Recuso-me a dormir lá pois é frio e é ruina.

O local sobeja de choro e ridiculismo, misturado com prazer e momentos únicos da vida.

E é a minha nova parede preta que me ilumina, curiosamente, a mudança que me mostra é uma liçao de vida angustiante, mas necessária.

O passado atormenta, atormentará sempre como um racha na parede que não podemos arranjar,

Uma conformidade da vida que tento combater, mas cuidadosamente, sabendo dos perigos e dos avanços e recuos.

É o passado que me faz viver, mas que me lembra igualmente do que é morrer.

Monday, November 30, 2009

Nova página.



Haviam passado anos desde o último embate de forças e o terreno de fantasya estava ainda com marcas do combate, a cratera negra do colosso ainda marcava a sua existência. A sua negritude havia se apoderado do chão, da carne, arvores e casas naquela zona. A mancha, como lhe chamam agora. E ninguém se aproxima, com medo de ser comido, devorado.



Na torre marfim o olho do cavaleiro olhava a zona, ainda abalado pelo embate há anos atrás. A sua espada partida, a sua lança preta e perdida, a coragem ali ao lado segurava-lhe a cabeça, contando-lhe esperança. O som vago do violino na costa ecoava pelas praças de pedra refeitas.



O pulsar do coração do bardo era audível a metros de distância, de uma sala para a outra, enquanto o monstro inquisidor lia os livros da biblioteca do bardo, sem sequer parar para piscar os olhos, agora mais humanóides