Monday, February 02, 2009

Casshern


I've lost something important because of small things
The cold ring showed its glimmer to me
I said, "All I need is today," but that wasn't the case
The door to you vanished without a sound
The more I wish for your happiness, the more selfish I become
But still, I want you to stay, and I always did
When someone's wish comes true, she'll be crying
That way the door won't make a sound
I wanted to become the only one who can heal you, who is needed by everyone,
and I've endured it a little too much
To wish for own happiness is not selfish, right?
If that's so, I want to hold you as tight as I can
When my tears dry up, she'll be crying
That way, the ground under us won't dry up
The more I wish for your happiness, the more selfish I become
But you never hold me back, you never did
When someone's wish comes true, she'll be crying
Everyone's wishes can't be granted at once
As the small earth rotates, I learn to become more kind
I want to hug you once more, as soft as I can

Sunday, January 25, 2009

O monstro inquisidor, sobrevivente da destruição.


O monstro olhou em volta. Haviam apenas destroços naquele sítio inóspito. Chamara lhe Almejan, a terra dourada. Os seus campos dourados enchiam os seus habitantes de felicidade eterna, de amor indiscutível. A cidade de Cossus era a sua capital. Antiga e dura, impenetrável. A luz que irradiava era enorme e penetrava qualquer escuridão na terra. O monstro voltou a olhar, já dentro de uma cidade deserta, cheia de mágoa e dor, sentia ele. A cidadela estava tão vazia e a sua luz havia sido retirada sem ninguém poder fazer nada. Era outro local agora, morto.

Morreram todos, matou a todos, a negritude que existiu sempre no coração do seu rei benigno e adorado. Era dele que irradia tal luz, forte e destrutiva, mas linda e curativa. Um dia uma guerra destruiu tudo. Um exercito invasor havia destruído tudo, e havia se destruído a si também, em fúria invasora sem limite de ambições.
O mostro caminhou naquela terra seca, sem relva. Sobre aquela lua cinzenta, quase sem luz que deixava aquele sitio preto e assustador. O monstro era apenas um visitante, mas ele sabia que não podia ali estar muito mais tempo. Ao longe um fogo enorme acendia se, como um vulcão. Não sabia o que era, mas era mortal. O sentimento acordava, e isso magoava esta terra.

Um traço de destruição maligna levou o monstro até uma ponte e depois até uma fortaleza, no meio de um deserto, que tinha a terra vermelha. Nesta terra era tudo quente, mesmo à noite. A brisa quente de um fogo ao longe aquecia tudo, mesmo sem ninguém naquela região. A fortaleza antiga não tinha nada, tirando uma árvore morta, sem frutos a quem alimentar. Continuou então, sem esperança já, encontrando os pilares de Jotun, pedras ancestrais que um dia defenderam esta terra que ai vinha, agora partidos por algo forte demais para aguentar.

Ai encontrou cavaleiros em esqueleto, ainda dentro de suas armaduras, penetradas por algo horrível que os havia devorado sem piedade. O rasto preto no chão despertava curiosidade ao monstro, que observou que a chama acendia se noutro local, distante dali. E a destruição ia até uma torre no gelo seco que vinha depois dos pilares. Uma cidade destruída, e mais outra, sempre com as cores sugadas, com a vida que alimentava antes povos desaparecida para sempre.

Para onde vou eu? Pensou o monstro. Tenho vários caminhos a percorrer. Tenho medo do colossus, do cavaleiro negro, do crosus. Mas tenho medo da chama eterna, a luz que ilumina e apaga tudo o resto. Que rói carne e mói ossos.
Para onde vou agora…

Tuesday, January 20, 2009

Dawn Carriage



Shaded by the trees, calling out to the wind,
I'm lying face-down crying
I saw a version of myself I didn't even recognize
On this guitar I'm playing the melody of someone who's passed on
A star falls in the grief of someone who'll never be seen again
Please don't go, no matter how much you scream,
all it will do is quietly stir these orange petals

Saved on my soft brow,
I send the memories in my palm far away
An eternal farewell as I keep strumming
The heart of a child clinging to a gentle hand
The blazing wheels cast it off and continue on
On this guitar I'm playing the grief of someone who's passed on
The strings in my heart being plucked at violently
In the pure white unstained by sorrow,
the orange petals stirred in a summer shadow

Even if my soft brow is lost,
I'll cross over the far off, red-stained sand
The rhythm of farewell
Branded into my memories, on the ever-turning earth,
there is something sprouting in remembrance
Sending off the dawn's carriage

Those orange petals are stirring somewhere even now
The peaceful daybreak I once saw
Until it is placed in my hands once more,
please don't let the light go out
The wheels are turning

Wednesday, January 14, 2009

Old.


Cabelo preto revolto. Pernas cruzadas. Provocação premeditada.
Olhar no escuro, na solidão do poder. Na alucinação de uma bebida amarga ou um cigarro fumarento.
Peço para me cruzar contigo, para te encontrar, para saltar contigo na escuridão e descobrir a luz.
Que estranha cantiga, que forte calor no estômago.
Gozas comigo, numa maneira trépida de nervosismo. Juntamente.
Rompendo o pensamento, acariciando a língua, o copo impressionado da vida. Mais papel, mais uma golada cheia.
Que medo assolador, que receio que assalta o mais fraco na noite.


- old.

Tuesday, January 13, 2009

Corvo e Peixe.

Old Story...


Ventania de noite, alma de desespero. No fundo do rio que me afoga vive um peixe negro como o carvão que assusta todos os pescadores. Rompe as suas canas de pesca, os seus ossos quando caem e a as suas esperanças.
Esse peixe solitário vivia longe de tudo e de todos e qualquer outro peixe ou ser que se aproximasse era afastado. Ninguém sabia o porque, já acontecia há tanto tempo que ninguém se lembrava da origem do seu negrume e maldade.
Um dia, saído do fundo negro do lago, do lodo protector, o peixe negro conheceu um corvo negro que debicava nas águas do lago. Sempre que o peixe o tentava magoar ele se afastava com as suas asas e voltava a debicar no lago, contra a vontade do peixe. Começou a conversar o corvo então, com o peixe que não sabia o que dizer.
O corvo vivia no ar e nas árvores, sempre sonhador, no azul do ar e no verde das árvores de fruto. Só conhecia o doce e o quente do seu ninho. O peixe apenas conhecia o frio e o escuro do fundo do lago.
Confraternizaram os dois durante muito tempo. Contaram a cada um as suas vivências e as diferenças. Tinham a mesma cor e igual potencial. E juntos acharam então os dois em uníssono, seriam invencíveis e apaziguariam a dor um do outro. O corvo ensinou ao peixe o azul do céu e o verde das árvores e como os frutos são doces como a vida e como é bom ter companhia da floresta. O peixe ensinou sobre o negro confortável do fundo do lago e a liberdade de ser independente e de conseguir afastar as ameaças sem remorso de mais.
Hoje vivem os dois perto um do outro. O peixe quase nunca está no fundo do lago e sim perto da margem, sempre a olhar para o azul do céu e até já está menos negro, por causa do sol quente. O corvo já não voa tão alto e já não se afasta tanto para o mundo dos sonhos dos ventos do céu. Fica mais perto do lago e do peixe negro.

Ódio.



Procuro no fundo do poço respostas. Daquelas que satisfaçam.
Puxo-as com um balde de cobre laminado, com as minhas mãos cheias de terra. Esgravatei tudo o que encontrava para encontrar me a mim próprio.
Em vão, claro.
Gosto do sabor da água do poço. Dá-me a sapiência dos sábios.
Abre-me os olhos mesmo que não os queira abrir.
Molho os dedos sujos e limpo-os.
Fico puro, limpo. Mesmo as lágrimas salgadas que tenho na cara.
A água fica negra cheia de pecados e ódios necessários.
Envio-a de novo para o poço num gesto brusco.
Ela cai junto ao resto da sua companheira de onde a arranquei.
Os ódios infiltram se. Na água no solo, nas arvores e no céu.
Tudo fica odioso.
Tudo fica igual a mim.
Tudo se vira contra mim.
Eu digo, num sussurro que todos ouvem:
“Vamos lá a essa dança.”

Lutor e Selene.

A morte aproximava se por todos os lados, mostrando me a fraqueza do mundo.



Lutor saltou de um varandim para o outro. Costumava fazê-lo para se encontrar com Selene, a sua amada. O processo já era conhecido por ele. Escalava as sebes ao lado da varanda da sala, depois saltava dessa varanda para a varanda do quarto de Selene e lá perdiam se em paixões discretas a e silenciosas. Não fosse o pai e a mão de Selene ouvirem, severos e protectores de sua linda filha, prendada mais que tudo, cheia de pretendentes que eles escolheriam com cuidado, para fortalecer a sua posição social e económica.
Era então o amor secreto. Numa época cheia de protocolos macilentos, época de senhores distintos com os seus relógios de bolso e com as mentes repletas de ciência, época de mulheres belíssimas e puras, submissas aos homens e à moralidade que comanda a sociedade, montadas nas suas carruagens e protegidas pelos seus acompanhantes. Um mundo sem toque ou paixão. Um mundo seco e de tons pastel, sem vida, presos num quadro que vai envelhecendo.
Não era assim para Lutor, jovem apaixonado e sonhador, no início de uma carreira como escritor, sem reconhecimento ainda. Por isso sem grandes posses, filho de pais comerciantes de bens essenciais, nunca seria aceite pelos pais de Selene, que procuravam um pretendente abastado. E eles existiam aos montes, atrás de Selene, cheios de estilos treinados durante anos de ensinamentos de línguas mortas e artes da diplomacia, capazes de convencer um padre que deus não existe, se assim o necessário. Lutor não podia rivalizar tamanhas qualidades. Mas ele tinha algo que nenhum tinha. Criatividade única. Desenhava e escrevia como ninguém alguma vez tinha visto. Era o promissor escritor, diziam alguns eruditos. Infelizmente para Lutor, os intelectuais formados em grupo dificilmente deixam entrar alguém no seio da sua arte, com medo de os exceder, criticando o por isso sempre que podiam, mesmo sem razão, em gozo ridículo entre eles. Eram portanto elitistas e Lutor não pertencia a essa elite. Teria de ter alguém que o apoiasse. E esse alguém não existia. Nunca se interessara por politica. Apenas por arte e escrita, por histórias e por coisas antigas e poesia bela, capaz de retira-lo da sua realidade inútil, da sociedade vaga onde vive.
Selene veio recebê-lo, alegre e nervosa, à sua varanda de portadas amarelas e brancas. Lutar foi puxado por Selene para dentro do quarto, para ninguém o ver. As portas fizeram som nenhum a serem fechadas e estavam sozinhos no escuro, apenas com a luz do candeeiro da rua a iluminar ligeiramente o quarto pelas frinchas das portadas.
Beijaram se com toda a força e deram depois uma abraço forte e longo, para se certificarem que não era um sonho, que se encontravam mesmo ali, juntos. Deitados no tapete bege do quarto, trocaram novamente olhares e deleitaram se no amor que tinham um pelo outro. Após momentos de amor inebriante, deitados um ao lado do outro, abraçados, no quarto de tons pastel de Selene, decorado pelos pais e feito tudo a pensar a suposta personalidade que a sua filha teria, conversam sobre eles e sobre o futuro. Os quadros de Selene empreitam ao longe, no canto do quarto, com tons negros e assustadores. As mãos dela ainda tinham restos de tinta que não saíra. Os seus pais odiavam isso. Não era de senhora, como diziam tantas vezes. Mas ela não se interessava por isso e gostava de os irritar dessa maneira e de outras mais.
Lutor falou lhe das imensas escritas que tem escrito a pensar nela. Nos poemas cheios de amor e carinho mas também medo de a perder e de ficar novamente sozinho, apenas com os livros e os fantasmas que o assombram. Selene diz lhe tudo o que ele quer ouvir. Que vão ficar para sempre. Que serão um do outro para sempre e nada os afastará. Nem que tentem muito e tudo se destrua numa bola flamejante. Estarão juntos na mesma. Sempre. Sempre disse ela varias vezes e a palavra colou se à mente de Lutor, como uma folha molhada numa janela, esgotando o seu pensamento. Era isso mesmo que ele queria, não tenham dúvidas. Era ficar com Selene para sempre.
A conversa continuou, durante noite dentro, falando sobre arte e escrita, falando sobre a arte escura e verdadeira de Selene e sobre a escrita amedrontada mas genial de Lutor, uma conversa cheia de recantos escuros, tal como os quadros dela. E de como quando Lutor fosse um escritor reconhecido ele iria levar Selene para perto dele, longe daquela cidade cinzenta, e ela poderia expressar se artisticamente e ser livre. Percebiam se e conversaram por isso horas e horas. No dia seguinte, de manha cedo, Lutor saltou da varanda para as sebes e depois para o chão. Sem medo de se magoar porque se sentia o melhor. Estava cheio de sono, não tinha dormido nada e tinha por isso as olheiras de quem tinha passado a noite em claro. Ele dizia aos pais e aos poucos amigos que tinha ficado em claro mas sim a escrever e a filosofar. Era o seu trabalho, dizia, e não escolhe hora de chegada a inspiração, arrematava a seguir. Todos acreditavam e ele ria se, orgulhoso, do seu poder diplomático.
Na sala enorme, nessa mesma manha, passado pouco tempo da saída de Lutor. Os pais de Selene, ilustres mesmo ao acordar, sentados nos sofás de veludo, falavam da sua filha e do futuro da mesma e consequentemente do seu. Falavam e tagarelavam, sem nunca sair do mesmo tema. A filha. Comentavam que Selene era simplesmente muito rebelde. Que as suas artes não seriam bem vistas por todos da sua classe. Que ela teria de casar se com um jovem nobre, de uma família amiga e rica. Mais rica do que eles, quem diria! Sabiam da existência do jovem Lutor. Os seus espiões já lhes tinham informado da sua existência e não estavam contentes. Um desses mesmos espiões interrompe a conversa de forma intempestiva, com informações recentes e interesseiras. Informou os então que Selene tinha passado a sua noite com Lutor, mesmo ali no quarto dela, debaixo dos seus olhos. «Eu vi-o a sair do quarto dela hoje bem cedo, despediram se com um beijo longo e apaixonado», disse o espião, sempre olhando para o chão. Os olhos côncavos e negros, em contraste com a sua pele branca, do pai, arregalaram se de horror e ódio. Começou a pentear a sua barba branca com os dedos longos e mortificados de branco, de unhas longas e tratadas. A cara estreitou se com o apertar dos maxilares, enquanto pensava o que fazer. A mulher esperava o que sairia da mente do seu marido, tal como qualquer mulher submissa faria. Olhou de esgar para o espião e depois largou um suspiro de preocupação, agora que a sua filha não escaparia do ódio do pai.
Ele levantou então, com a bengala na mão e mandou o espião juntar três rufias quaisquer para dar uma lição ao rapaz impertinente que tenta roubar lhes a filha querida. A ela o que lhe aconteceria? Um castigo mais sentimental. Não poderia falar com ele, mesmo que passassem à sua frente. Estaria agora sempre vigiada e seria obrigada a fazer o que lhe mandam. Lá fora a chuva começava a cair e a lama lá fora sujava todos o que nela andavam por necessidade.
Lutor não conseguia esconder a sua alegria durante o dia que se prolongou até ás onze, quando se foi deitar. Escreveu imenso, poemas lindos e cheios de loucura de amor.

«Na noite inebriante de prazer indiscreto, o meu mundo colapsou.
Foi o fim e o início, a primeira cena e o genérico final.
A linda mulher de padrões magnéticos passeava se pelos meus olhos sem cessar, num carregar de emoções, num enlouquecer de sentidos.
Mas que diabo a colocou no meu caminho tão auto centrado?
Mas que louco me derrotou neste jogo de passos coordenados?
O passeio nocturno, de lua a ameaçar cheia mas de tonalidade amarela, compactuava com o seu charme inebriante até me derrotar.
Assisti ao seu corpo celeste brilhar demais.
O desejo que me soltou pensou no seu corpo, o pensamento que me acordou pensou na sua mente curiosa de saber, tal como eu, de tanto que me ensinou, numa só noite, fiquei eu de ensinar em muitas mais breves escapadelas rasteiras.
Demorei a adormecer, pensando na sua beleza, doce querela na minha alma.
Era ela, se não tão distante, que acabaria comigo, de uma forma serena.
Sim, porque é ela.
Sim porque é mulher.
Sim porque foi a escolha sem senãos.
Estou morto, estou vivo, estou alegre, estou perdido no tempo.
É o final de uma jornada. Quando começa outra?
Se for possível concretizar no mundo de barreiras invisíveis que nos percorre constantemente.»

Deitou se e adormeceu a sonhar com coisas belas. Via a vida com tons de vermelho e negro, púrpura e branco pálido. Era tudo gótico estilizado e bonito, perfeito. Seria assim para sempre, ele sabia que sim. Confiava que sim.
No dia seguinte, depois de acordar, Lutor segue para a sua rotina normal. Levantou se cedo e ajudou os pais no seu labor matinal. Depois seguiu para o clube de cavalheiros onde ajudava um velho escritor a escrever, agora que ele não conseguia cuidar das tintas e dos papéis, e muito menos escrever com as suas mãos oscilantes e a sua falta de visão, que lhe toldava tudo. Após essa ajuda, caminhou até casa. Almoçou com a família. Descansou um pouco em casa. Filosofou no pequeno café ali perto sobre a vida e os seus pormenores interessantes. Já final da tarde caminhou serene pelas ruas lamacentas, esquivando se de poças e das carruagens que salpicavam tudo de lama preta.
Perto de casa, distraído no seu mundo de sonhos como costume, não se apercebeu do que se preparava para acontecer à sua volta. Foi empurrado contra a parede e depois agredido com um murro no estômago com toda a força. Foi se abaixo mas umas mãos pesadas e fortes não o deixaram ir. Olhou para cima e viu a figura de três homens, diria mais, homenzarrões mal vestidos que o agrediam continuadamente com socos e palavrões do mais vil encontrados. Caiu no chão, no meio da lama, com o gosto de sangue na boca e sem fôlego nos pulmões. Já nem sentia dores nos golpes, o seu corpo estava cheio de adrenalina. Um deles cuspiu lhe em cima, com nojo. Disse lhe que Selene não é para ele. Que se meta com as prostitutas da cidade, não merece mais. Que se não ouvisse os conselhos sentiria a morte e a morte dos seus aparecer. E a morte não é bonita. O seu rosto branco iria destruir a sua família.
Ali ficou, sozinho, a chorar com dores e humilhação. A pensar no que fazer. Lentamente começou a odiar tudo e todos. Os que lhe bateram, os pais de Selene, os escritores elitistas, a lama com que estava coberto, o mundo e até ele próprio por não ser capaz de fazer mais nada do que baixar os braços. Levantou se devagar, de olhar louco e humedecido e deu passo ante passo até chegar à praça. Lá, com as roupas sujas e ainda cambaleantes, ele viu Selene e seus pais, passeando na sua carruagem, altivos. Selene olhou para ele com um olhar assustado e temente aos pais. Olhou para ele sem alma, cheia de pena, cheia de vontade de o ajudar mas impotente para o fazer. Ele também olhou para ela e viu os seus pais, com um sorriso acutilante, olhar para ele cheio de um orgulho bafiento. Sentiu se tão mal que quis morrer. Arrastou se até casa e ficou lá, horas e horas a olhar para o tecto. Chorou imenso e quis matar tudo e todos no mundo. Bebeu uma garrafa inteira de vinho e ficou se bêbedo e deprimido. Rasgou as coisas que havia escrito para Selene, as coisas bonitas e cheias de amor e escreveu coisas novas, com uma escrita tremida e contínua, coisas cheias de fúria e dor. Adormeceu lentamente, desgastado com tudo.

«Partes destroçando tudo em teu redor.
O meu coração é como cristais frágeis e tu destroças tudo sem pudor.
Peço te ajuda. Peço te que fiques porque me sinto afundar nas areias movediças que eu próprio criei e onde coloquei o meu pé.
Peço te que me dês a mão mas tu vais.
Vejo a tua sombra dirigir se para longe e tu com ela.
Choro enquanto me afundo, cada vez mais.
Sinto o desespero de não ter como fugir, de não ter escape sozinho.
Não!
Sozinho sempre fiz tudo e sozinho farei sempre tudo.
Serei a morte a vida hoje.
Salvar-me-ei a mim próprio, sem problemas ou indecisões.
Desenterro me das areias e caminho sozinho, as areias desfazem se como se fossem nada.
Sigo em frente destruindo tudo o que vejo.
Bons ou maus, belos ou feios, tudo destruído.
Tudo!
Porque hoje e sempre, caminho sozinho em direcção a um caminho longo e árduo. Sozinho nada me mete medo.
Sozinho nada me impede porque sou um colosso negro.
Deixando um buraco na realidade.
Um buraco apenas superado pelo que vou criando dentro de mim, tornando me cada vez mais negro.
Até desaparecer toda a luz em mim e apenas me restar um sorriso irónico na boca.»


A sua raiva era enorme e sonhou coisas horríveis e repletas de monstros e morte. Nessa noite o demónio visita o e conta lhe coisas, coisas más. Um demónio feio, vermelho, pequeno e de orelhas pontiagudas e olhar maléfico. Disse lhe que se quisesse ter Selene de volta teria de destruir todos os que o tentam impedir. Ela quer que o faças, disse ele. O demónio apoderou se dele, disse lhe maneiras de matar e fez lhe acreditar que seria o ideal

Monday, January 12, 2009

Escrita


Sempre protegi a minha mão direita, como adoro escrever.

Agora doi-me sempre que escrevo, devido ao estupido murro, raivoso, que dei quando me magoaste e me deitas-te ao chão com uma poderosa estucada.


Cidade Carmesim


[O frio enche o quarto, eriçando os pelos da minha mao enquanto escrevo isto. um cigarro queima o oxigenio em que toca, queima os meus dedos e os labios, como todo o sentimento o faz tao bem.]


BAM!


Cavaleiro negro...


A cidade carmesim é uma cidade prospera, forte, cheia de vida e de cavaleiros, nobres, gente de habilidade e proeza, honra e força. As suas torres e paredes vermelhas tornam na uma visao fantastica ao longe, imponente, destrutora do mal e impossivel de penetrar. Ela fica depois do deserto, depois das montanhas de gelo, depois do rio azul que corta as lindas pastagens verdes e das casas de pastores trabalhadores e dos seus animais. Longe e longe de tudo e de todo o tumulto que vai vivendo esta terra.

Nesse dia infelizmente, uma força preta encontra os portoes desta cidade e abre os como que partindo um selo antigo que fecha algo de precioso, sem pecado.


Começo a ver dessa forma, na minha cabeça. Vejo o, comendo todos os outros cavaleiros e os seus cavalos que tentam derrota lo na cidade carmesim. Engole todos num frenesim homicida, sem hipotese. Todas as cores das suas bandeiras e das suas roupas desaparecem no fundo preto que os absorve, destruindo todas as suas maquinas de guerra, futeis contra tal poder raivoso.


O cavaleiro coloca se de novo em activo e o colosso esconde se dentro dele.

De olhar assassino e olhos repletos de indiferença pelo que aconteceu, coloca sua espada preta e prateada no chao, no seu ombro e pergunta com uma voz fraca e grave, quase morta:


"Nem todas as legioes deste mundo e dos outros vos salva ou me salva a mim, de que vos vale a pena tentar?"


Wednesday, January 07, 2009

Eu.

Sou...

Ecos do passado.


"Oiço agora a ultima palavra, o ultimo devaneio.
Sou o bater de coração da morte…"

"Agora olho em frente, sem fragmentos de um espelho que me lacerou completamente, não olho mais para o passado, apenas para o futuro.
É assim o rumo da minha nau, e não volto a olhar para trás, sinto sim, á frente, o ar gelado na cara e os pingos salgados da vida. "


"Se as ilusões me derrotam não as voltarei a sentir, nunca mais, nunca…"


"Perdi o meu corcel, companheiro fiel, nas águas frias do rio que passei.
Para isso serviste tu meu fiel protector.
Agora do outro lado lanço a minha lança no infinito, na esperança de atingir mortalmente o destino que é o arquitecto do meu tormento final."

Tuesday, January 06, 2009

:(

I dont feel my soul sometimes...
and it feels like shit...

Saturday, January 03, 2009

Livro


Ninguem pode escrever um livro.

Para que um livro seja verdadeiramente,

Requerem-se a aurora e o poente,

Séculos, armas, mar que une e separa.

- jorge luis borges

Friday, January 02, 2009

Vermelho e Preto


Vejo a vida em tons de vermelho e preto,
púrpura e branco pálido
Percorro os corredores das casas, entre elas,
nas ruelas sujas e imundas com os ratos e os pobres.
Encontro o melhor cutelo que me poderiam arranjar.
Afiado e perspicaz.
No dia seguinte entro na cidade e começo a minha jornada de vingança.
É agora, diz o demónio, e eu respondo:
“Com certeza.”

Thursday, January 01, 2009

Caixa de sentimentos.

"Choro… e os pingos salgados caem em cima do teclado.
A musica triste passa atrás, enchendo o meu quarto de som que não os meus sobejos de desespero, por estar perdido mais do que alguma vez pensei.
Não gostem de mim, por favor. Olhem apenas para o acidente que sou e continuem em frente, peço vos. Fujam de mim, todos o fizeram, vá lá, façam o que vos digo, vou magoar vos. Sou horrível.
Choro mais um pouco
E choro mais
E não sei que fazer"

- in past self.

Flames


"O mundo lá fora, pelas grades da prisão parecia ser o mais cinzento de sempre. A morte planava sobre todos e o medo fazia com que tudo fosse horrivelmente feio e murcho. A flor mais bonita do mundo pareceria um mero ramo seco naquele momento de desolação para todos naquela sala escura e molhada, onde nem os ratos aparentavam querer morar a não ser para comer um ou outro osso com carne apodrecida que explanasse o seu cheio por todos os túneis. As passadas longas no corredor ecoam pelo ar, sufocando o ambiente e deixando tudo ainda pior e mais negro. Tinha se passado uma noite naquele chão duro e cheio de humidade e as horas dormidas foram escassas, as poucas dormidas foram cheias de sonhos horríveis e pensamentos devastadores sobre os monstros horríficos que devoravam os seus ossos."

Fantasma.



Quem olhará para este cavaleiro com olhos de gente, se é que lhe podemos chamar de cavaleiro…
Renascer e recomeçar é difícil, diz o mundo com veemência. Não vais conseguir, és um ser partido em dois que se comeu um ao outro e agora é esse pedaço de mal que anda sozinho.
Olá amor, felicidade, esperança, honra, coisas boas. Estão adormecidas no meu coração. Sem razão alguma.

Porque me tentas salvar com aconchego se não chego para ti, floco de neve? Se sou um pedaço de pessoa. Se estou dividido, partido, como lhe quiseres chamar.
Sou uma ideia, um filamento, e existirei enquanto pensarem em mim. Quando deixaram de acreditar de mim como eu fiz eu vou desaparecer sem que ninguém perceba.

Cuspo todos os monstros que te comi. Se pudesse retirava te todos os sonhos que te dei, comia os e nunca mais os vias, depenava te de tudo e ficavas ao frio, a ter de sair de tudo sozinha, para cresceres e aprenderes como aprendi.
Todos.
Não os mereces.
Só mereceras ser feliz quando um dia deixares de deixar os outros infelizes e eles te perdoarem.
Até caíres dessa cadeira alta que fizeste para ti.
Até deixares de ver o amor como algo que te suporta mas sim algo que nos faz ser melhor. As pessoas não são escadas que possas usar para subir nem pedras que possas usar para atravessar o rio.
Até pedires desculpa com sinceridade, com acções.
Viúva negra, és tudo menos uma borboleta ou fada, és uma aranha que come os parceiros de quem se aproveita com força vital.
Suga tudo, um dia isso tudo vai te sugar com força, fazer te fantasma.

Friday, December 26, 2008

Brisa fria.


Como cavaleiro sempre estive habituado a princesas em perigo.
Sinto me atraído a essa necessidade por ajuda.
Nunca tiveram necessidade de mim de outra forma, nunca fui importante.
Todas elas se revelam ser ladras.
Gente que rouba o coração e to esconde para jogar contigo um estranho jogo qualquer.
Fizeram de mim animal amestrado, tolo e joguete.
E todas elas fugiram perante a cara do cavaleiro, protectora e assustadora.

Conheci agora um floco de neve, uma brisa que corta o ar com o frio que dá vida.
Não é uma princesa, não precisa de salvação.
É uma guerreira, forte como nunca vi numa mulher que me estivesse ao lado, que me nutrisse sentimento profundo.
É mais forte do que eu.
Essa força por vezes assusta me, encurrala me.
Mas a cada dia crio saudades no meu coração e na minha mente.
Nunca tive uma parceira como tu, espero que me acompanhes durante muito tempo. Mas se não, agradeço a tua brisa, por mais breve que o sejas, porque me faz o coração bater com existência.

Tuesday, December 23, 2008

Got to find and kill my shadow self


Uma jornada de permanência.


O Crosus andava pelas vastas densidades de terra erma onde um dia teria sido floresta. Nenhuma semente cresceria naquele solo.
O mal exalava de dentro do cavaleiro, como ondas negras que queimavam a pele. O sol parecia desaparecer ao tentar tocar no monstro com os seus raios quentes. Dentro do Crosus era tudo mais frio do que alguma vez alguém podia ser.
Ele tinha sugado a rapariga Fénix preta, o corvo nefasto e mais alguns com facilidade notória. Eram agora comida no estômago preto do cavaleiro negro, e haviam no tornado forte e jovem, ao mesmo tempo que pálido e perverso.
Os restos mortais do cavaleiro haveriam de encontrar um ser que haveria de mudar todo o mundo, com o seu vento gelado do norte, para onde Crosus se dirigia.

Tinha perdido muitos amigos no meio da batalha. Descobrira que alguns outros esperavam em grupo perto do oráculo do oeste, cheios de esperança que o cavaleiro voltasse à existência. Ele ria se perdidamente desse pensamento, de tão perdido que estava. Um riso profundo e concavo, de morto seco. A vida perdia um pouco a força vital sempre que ele se ria. Era horrível.
Costern, o bárbaro que sempre tinha seguido o cavaleiro em tantas aventuras e momentos de calma profunda.
Edgar Poet, o escritor de baladas que haveria de escrever no futuro toda a historia deste mundo negro, em momentos mais brilhantes.
Burn Owl, mago das ilhas distantes, cheias de mistério. Viu o desastre acontecer, e ficou perplexo.
Drend, o louco. Homem de artes musicais e de boémia profunda. Longas bebidas, cheias de espírito, bebeu ele com o cavaleiro antes deste morrer, mesmo antes.
Marian, senhora da magia musical que enche os corredores vastos da sua residência eterna de cristal. Irmã do cavaleiro e hoje um ser sem forças, apenas curioso com tudo.
Entre muitos outros que observavam tudo… a jornada de permanência.

O vento fustigava o cabelo do cavaleiro… passando directamente pela sua barreira.
Viu se um olhar antigo. Viu se paixão. Viu se genialidade. Por curtos momentos…

Ele iria conhece-la.
O gelo que queimaria tudo…

Sunday, December 21, 2008

One idea


I want to go foward...

but something keeps pushing me back...

Can someone please kill me?...

Wednesday, December 17, 2008

???

Im alive...

I enjoy your company.

Thanks :)

***

Monday, December 15, 2008

Final Fantasy - pooka sings




Oh! your eyes, your greedy eyes!
Your dry and desperate tongue

You've told a lie! a lie! a lie!
For every pretty note your reddy voice has sung
Do we believe in devils? No.
Winged men? The healing power of love? No.
Enchantment? Social justice? No.
Dead child actors in a white, white world above? No.
Then why are all your songs about the things that don't exist?
Do not resist! You'll burn these lies tonight and never let them live
Oh, stoke the fire, you'll burn these words tonight
I cannot let them live
The Pooka wings away
His power o'er me's at an end
And I put down the violin
I leave it down, never again!
- owen pallet

Sunday, December 14, 2008

Monstros


The have fucked me up.

A letra começava assim, da música que passava na minha cabeça. Por vezes eu era assim, pensava em inglês quando estava deprimido e desanimado com as coisas e as pessoas.
Estava lua cheia e ela brilhava com bastante intensidade lá no céu, sem estrelas. Era tudo preto e horroroso, como cá em baixo. O autocarro levava me para casa, enquanto me desfazia lentamente contra a janela fria do outro lado. Com todo o frio estava embaciada e apenas a lua entrava com potência pela janela.

Que se foda isto tudo.

Passou me varias vezes pela cabeça. Todos me faziam o mesmo. Cagavam para mim sempre que podiam. Eu faria o mesmo agora. Tinha me a mim até quando me aguentasse e me matasse, por isso estava bem por algum tempo. Tinha 300 mil problemas para resolver, alguns poucos amigos a manter antes de partir tudo sem remorsos.

Em casa esperava me uma família que me iria perguntar que tenho, e uma noite de algumas cervejas e cigarros, a comer me o cérebro para não pensar mais. Uma refeição quente e escrever este texto.

Uma amiga tentava manter me átona, com dificuldade. Mandava mensagens de apoio, tentando pescar restos de mim no meio disto tudo. Medo de perder-me talvez, não sei. Perdido já estou, à algum tempo.

They have fucked me up.
Pensei novamente.

Estou nervoso e derrotado. Como um leão após perder a supremacia no clã para alguém mais novo. Perdi. E vou perdendo mais ainda todos os dias. Um dia não terei mais nada para perder, nem a mim próprio, e nesse dia não sei que serei mais. Um temerário, um homem sem medo, a shell of a men, como diriam alguns.

Give me a spear and a helmet, brothers, lets fetch some monsters for the day.

Monstros. Cheiinho deles na minha cabeça. Uns mais bonitos outros mais feios. Outros simplesmente diferentes, feios e bonitos dependendo da altura do dia ou do estado da mente.
Não tinha nenhum. Pelo menos que me lembrasse. Falava comigo próprio de vez em quando, mas era normal e era para mim e para mais ninguém. Não tinha colossos nem monstros nem celas ou coisas estranhas. Era eu e a minha imaginação que ia pró papel maior parte das vezes. Eram coisas fixes e tenebrosas, mas eram ficção fantasiosa, mais nada a não ser isso. Depois alguém me partiu tudo cá dentro e me meteu a loucura na ementa do dia. Toma lá maluqueira, se gostas, e fica com ela. Raiva é má, diriam, fica com a loucura, é mais giro. Que mentira.

Sunday, December 07, 2008

Dos melhores filmes que vi.

I wanted to be the only one who can heal you...

but i think i endured it a little to much...

I can see it, a vision of what might have been.

I messed up; now you're alone.

We had all the time in the world,

so I took you for granted.

I know it's too late, now...

At last I understand.

We hurt others by our very existence.

That's just the way we live.

We need to learn to forgive.

Need to realize that existence

is to be shared.

We're not just here to exist;

but to find the strength to co-exist.

It may start from something small,

it may even seem impossible.

But we must start from somewhere.

Hope...

... our legacy.

Thursday, December 04, 2008

Urso amestrado


As minhas palavras sobem ao vento fustigado do norte. A terra chama por mim, sem demora, tenho de ir, rever os sítios dos quais me começo a esquecer de todos os pormenores que por tanto tempo orgulhosamente observei e decorei.
A queda da cidadela à muito aconteceu mas visito as suas ruínas revestidas de musgo variadas vezes. Ecos negros andam no local, troçando de mim, como uma segunda voz, uma distante mas audível. A luz ténue do sol flutua sobre o local, lembrando me de um cavaleiro e de sua lança, belo e orgulhoso, hoje apenas lendário.

Desaparecem as imagens dos meus olhos chorosos na distância de um passo teu. Por vezes és intangível. Por vezes sou tão morto que engano todos, pensando que não existo mesmo, que a morte me chegou ao destino final. Sou um negrume no mundo, sem talento, sem dádiva divina, sem um rumo que me diga o que fazer. Sou livre preso dentro de uma jaula de cristal, sozinho e cheio de olhares do mundo, expectante qual o próximo passo deste urso amestrado. A cor do meu pelo vai se perdendo de um castanho belo para um cinzento fantasmagórico. A tristeza vai me transformando no que sempre fui desde início, um urso de barro, daqueles de enfeitar, apenas enfeitiçado à muito por uma ligação que vida que nunca durará para sempre.

Acalmo as ondas com a tristeza que de mim advém. O mar nem sequer pergunta o porque das lágrimas secas no meu rosto, ele sabe bem as razoes e nem sequer questiona. Apenas não esvoaça tanto por ai com sua espuma branca sedosa, com respeito a minha existência.
Colosso negro, cavaleiro da lança, mestre dos jogos, escritor amargurado… seja aquilo que for, são tudo camadas. Este texto é a ultima camada.

Aproveitem o espectáculo deste urso amestrado, é realmente divertido.

Wednesday, December 03, 2008

Aprendes.


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e olhos a olhar em frente, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão.
Após algum tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto tu te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tu precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se levam anos para construir a confiança e apenas segundos para destrui-la , e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos foi permitido escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas na vida são afastadas muito depressa. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que leva muito tempo para te transformares na pessoa que queres ser, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde estás a ir, mas se não sabes para onde estás a ir, qualquer lugar serve. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil é uma situação, existem sempre dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que a paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes, a pessoa que tu esperas que te "dê pontapés" quando cais, é uma das poucas que te ajudam a levantar. Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com eles, do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhar é uma asneira, pois poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Descobres que só porque alguém não te ama do jeito que queres que ame, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso".

Sunday, November 30, 2008

Burden

I once upon a time

Carried a burden inside

Some will ask goodbye

A broken line but underlined

There's an ocean of sorrow in you

Sorrow in me

Saw movement in their eyes

Said I no longer knew the way

Given up the ghost

A passing minds and its a fear

In the wait for redemption ahead

Waiting to fade

Fading again

If death should take me now

Count my mistakes and let me through

Whisper in my ear

Taken more than we've received

And the ocean of sorrow is you

Truth

"you always have to watch what you say...
you have to hide how you really feel or people could get scared away.
like caring too much is a bad thing that scares people.
or even with your best friends and family you cannot still be yourself.
you have to almost pretend you do not care to get people to want to be around you...
im too intense or something.
im being dramatic,
forgive me."

Thursday, November 27, 2008

motorhead . living the past

Don't you speak of lies to me,
After all the deeds are done,
After all the smoking guns,
Don't speak to me of lies.

Don't you try to scold me now,
Don't you try to hold me now,
Don't start acting cold right now,
Don't you even try.

Nothing is the same for us,
All the times are changed for us,
All things fault and blame for us,
Good times laid aside.

So now we are the lost,
And now we are the last,
Living in a nightmare,
Broken dreams, love turned mean,
Living in the past.

Don't you speak to me no more,
After what you said before,
After all the things you swore,
Don't speak to me no more.
Don't you know the way we are,
Black enough to hide the stars,
Made us take our rage too far,
Don't you know at all.

Nothing is what we have now,
Nothing is what we're allowed,
Nothing but an echo now,
Nothing like before.
So now we are the lost,
And now we are the last,
Living in a nightmare,
Broken dreams, love turned mean,
Living in the past.
Living in the past.

I will never take the blame,
Don't twist the truth, don't be a whore,
Tell the truth & shame the devil,
Don't you lie no more.

I will never understand,
How we came to this sad place,
Just to look at your sad face,
Castles made of sand.

Here we are, so we do,
What we had is now untrue,
What there was is lost and shamed,
Here we are again.

So now we are the lost,
And now we are the last,
Living in a nightmare,
Broken dreams, love turned mean,
Living in the past.

So now we are the lost,
And now we are the last,
Living in a nightmare,
Broken dreams, love turned mean,
Living in the past.
Living in the past.

Sessao

Sonhei com ela hoje, estavamos juntos. mas eu sabia que n era verdade, a minha mente mostra me que recordar la como era antes, como quando eu tinha uma visao dela bonita, cheia de amor e de carinho, é o melhor. O monstro que ela foi no fim nao é de tua conta, já estava terminado, a beleza que foi quano te amou é que interessa, á meses atrás. Agora nao interessa.

Sim, entraram dentro de mim e lixaram me tudo lá dentro, mexerem em merdas que n deviam e deixaram á solta merdas estupidas e nocivas. Eu libertei a dos demonios dela, e assim libertei os os meus dentro de mim. mas isso n interessa.

mas eu sei que a minha "party" vai me buscar seja onde eu esteja, pra me fazer um ressurect ou sacar me da masmorra. eu tenho essa sorte, por ter uma equipa.

e como disse uma rapariga muito especial, de penas chamuscadas:

We can fix that.

Final da sessao. O XP fica pra depois.

Sunday, November 23, 2008

Reacçoes

Reacçoes dos meus amigos ao que aconteceu:

Pj: foda se, que má onda.
Costa: tou desiludido man.
mae: ela nao vale nada. sempre achei.
mariana (mana) - que estupida.
edgar: que se foda.
jon: por vezes é pelo melhor.
Pat: ela merece que lhe façam o mesmo...
Sofia: ela é nova, parece que ainda nao sabe o que é amar...
fausto: que se foda. gajas á muitas. mas que muitas.
Paulo: caga nela.

Negro

Hoje sou negro a minha alma é negra.
De faca espetada no coração ando, por ai, vagueando, com o meu colosso negro a controlar. Ele ganhou, comeu todos, bons e maus, partiu a casa, com gritos, apoderou se do cavaleiro e embrenhou se bem dentro de sua alma.
A porta do asilo abriu se, mas só um saiu, o Crosus, a fusão do colosso e do cavaleiro, um ser do qual não se tinha ouvido falar.
É agora ele que mexe com tudo, facilmente, e eu deixo, porque ele é forte, ele odeia, ele mata e ele come, cheio de fome.
Exalo o fumo negro que ele larga, suga me todo, deixando um réstia de mim, a observar, com atenção, aos cuidados que as pessoas tem, o crosus ri se, de forma vulgar, do mundo e das pessoas. São pequenos rebentos de vida, pensa ele, mas vão um dia morrer, bem antes do seu tempo e as suas psiques vão ser apenas um buraco, uma pedra preta, sem nada a acusar.
Se o cavaleiro está morto, longa morte ao cavaleiro. Mataram no, sem remorsos ou avisos.
Se o colosso está morto. Longa existência do colosso, ele que fique, como está, ele não existe mas controla e é o que eu sou.
Um crosus. Uma antítese de vida, felicidade, morte, horror e o fim.

O fim.

“Olá” diz ele, e depois olha para mim.

“Acabou.”

Monday, November 17, 2008

Desistir? Nao me ensines a isso, nao quero.

Desistir é facil. Pois é.
Quando desistem de mim, das coisas importantes, porque acham que o mundo lhes deve algo, porque acham que a vida lhes presentei-a novamente com o amor e o companheirismo de uma alma gemea.~

Oh meus amigos... que grande engano.
Que final infeliz

O mundo cheio de merda sozinho n é facil, mas eventualmente as pessoas percebem isso.
long time no see my little girl.

Queridos amigos, tenho de andar pra frente? se pra trás n dá para caminhar porque nos fecham as portas da cobardia, altas e imponentes, pra frente caminharemos sem senao.
Desistir é facil ainda mais quando o fizemos mais do que uma vez. depois da primeira vez tornamo nos imunes. obrigado por ainda n me terem conseguido dobrar mesmo de muitos esforços, anda n desisti de nada na vida. nao sou desistente, isso é um ponto final.

O mundo n vale uma merda? é um sitio mau e cheio de porcaria, cheio de maldade. e ninguem te bate mais forte do que a vida. ele vai te meter no chao sempre se o deixares, de joelhos, partido.a liçao esta em levantar mo nos e continuarmos mesmo depois de batidos e doridos.
uns conseguem.
Outros fogem, escondem se nas escuridoes, voam pra longe, pq tem medo da vida. medo das decisoes, medo dos compromissos, medo da evoluçao e crescimento, medo das coisas que nos rodeiam. o caminho facil? lets run for our lifes, mesmo que tenha ser pros buracos da vida.

Continuemos a tratar as pessoas como conforto passageiro, a esquecer o amor quando n precisamos dele mais, a esquecer as promessas, tudo...vamos lá rapaziada, que tudo morra e se esqueça e que fiquemos frios e troquemos tudo por outro amor fatuo, heartless.

Podre? podre está a tua capacidade de aguentar os embates da vida. toda a força que me roubaste durante meses explodiu numa cobardia imensa tua. todo o perdao é apenas para n te sentires culpada, para te sentires liberta. tás ao presa aos teus grilhoes k nem entendes o que se está a passar, nunca percebeste. Chama se a isso tacalhez de visao. nunca tens o perdao, quem foge nao tem perdao, tem apenas pena e olhares tristes de quem te fica a ver partir. quem fica é quem sofre. isso, perde te novamente nas malhas do teu eu conturbado. servi para te abrir as portas da tua casa velha, te partir os monstros. agora pega nas malas e segue em frente, nao interessa quem te ajudou, um obrigado chega, pensas tu.

Que desapareçam os sonhos, os putos que n vao existir, o cao, a casa, o amor, as viagens, o companheirismo, o futuro. vamos viver o agora? sim, claro, o agora é mais facil. consequencias? nao, nao existem, pensam muitos.
Perdoei te.
Tu nao perdoaste, ainda guardas essas magoas todas dentro de ti.
Seguir em frente n é desistir, é ultrapassar o que temos de mau.

-Ola, o meu nome é danny, o teu?
---------------
-Prazer.
---------------
-Uma faca? eu, um membro podre decepado?
----------------
Isso querias tu.

Monday, November 10, 2008

Walls

Paredes. Eventuamente todas partem, por mais fortes que sejam e por mais runas que possuam.
(look at mushroons, fuck!)

Heaven


"Heaven"... my own...


Sunday, November 09, 2008

Shirokuma says "Grumpf" :P (thanks Susaku, big red bird)


Shirokuma, o urso branco.
sim, tenho uns googles todos fofos e tal
queres uma boleia karasu? :)

addicted

Addicted To Chaos

Only yesterday they told me you were gone
All these normal people, will I find another one?
Monkey on my back, Aching my bones
I forgot you said "One day you'll walk alone"
I said I need you, does that make me wrong?
Am I a weak man, are you feeling strong?
My heart was blackened, It's bloody red
A hole in my heart, a hole in my head?

Who will help me up?
Where's the helping hand?
Will you turn on me?
Is this my final stand?

In a dream I cannot see
Tangled abstract fallacy
Random turmoil builds in me
I'm addicted to chaos

Lights shined on my path,Turn bad days into good
Turn breakdowns into blocks, I smashed 'em
Cause I could
My brain was Labored, My head would spin
Don't let me down, don't give up, don't give in
The rain comes down, cold wind blows
The plans we made are back up on the road
Turn up my collar, welcome the unknown

Remember that you said
"One day you'll walk alone"

Friday, November 07, 2008

Abandoned

Once my life was plain and clear
I recall
Once my ignorance was bliss
Nightfall came
Like a serpent’s kiss
To my troubled mind

Why... oh why my god...Have you abandoned me
in my sobriety
Behind the old façade
I'm your bewildered child
So take me cross the river wide

Binding promisses were made
On my soul
Grand illusions lead astray
Ice cold winds swept my heart away
bring me back to you

Why... oh why my god...Have you abandoned me
in my sobriety
Behind the old façade
I'm your bewildered child
So take me cross the river wide

I remember a song
like in a dream
Where September was long
And winter unreal

Why oh why my God above
Have you abandoned me
in my sobriety
Behind the old façade
I'm your bewildered child
So take me cross the river wide ....

Kamelot... abandoned.

Thursday, November 06, 2008

Reflexao.

Odeio me
Por ser como sou, por ser ciumento, por ser estupido

Odeio me
Por tentar tomar controlo de tudo, por ser paranoico, por ser psicotico

Odeio me
Por achar que as pessoas tem de ser minhas, fieis e iguais aos meus sonhos.

Odeio me
Por minar me a mim proprio, por minar a minha vida.

Odeio me

Sei como mudar e o que mudar. Felizmente sei o, porra... ja era altura de saber...
Conto comigo, e vou mudar, deixar de ser monstro. Tenho todos os meios, metodos e armas para isso.
Ser mais individual e com isso ser menos apegado
Ser menos possessivo e ciumento
Ser menos intolerante porque as pessoas nao sao minha posse, muito menos as que amo.
Ser feliz. Ser eu. Ser menos emotivo e mais relaxado.
Nao queimar etapas da vida, nao querer crescer e fazer crescer.
Nao insistir, deixar as coisas fluir, a vida é perfeita assim, sem um controlo de tudo.

Nunca mais a farei sentir presa, nunca mais.

Vou sarar me e com isto sarar a minha vida.

Tuesday, November 04, 2008

...


All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops

Swam all across the ocean blue

I crossed all the lines and I broke all the rules

But baby I broke them all for you

Because even when I was flat broke

You made me feel like a million bucks

You do

I was made for you

You see the smile that's on my mouth

It's hiding the words that don't come out

And all of my friends who think that I'm blessed

They don't know my head is a mess

No, they don't know who I really am

And they don't know what I've been through like you do

And I was made for you...All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

Saturday, November 01, 2008

Broken promises for a broken heart


Conta me uma historia. - pediu o rapaz estranho no fundo da sala.
mas que historia? - disse a feiticeira velha.
uma bonita, mas tragica
essas sao sempre complicadas
eu sou complicado
sim, sim, eu sei.
vá lá!
existia uma rapariga perdida na floresta e um rapaz perdido na escuridao. um dia, a rapariga perdida gritou de medo e raiva pela floresta inteira. o rapaz ouviu, na escuridao total e seguiu o som sem ver, chegando á saida da caverna. - começou - o rapaz salvou a rapariga do mundo em que ela estava, a rapariga salvou o rapaz do mundo onde ela estava. percorreram os dois juntos, o caminho que lhe apresentavam lindo.
nunca me deixes. - disse o rapaz.
nunca o farei, prometo. - disse a rapariga.
de promessas vas estou cheio - disse ele.
de amores vaos estou cheio - disse ela
sou a tua alma gemea, trocares me seria trocar a minha alma, partir me em pedaços.
eu sei, o teu coraçao está guardado, ninguem o magoará nunca mais. - prometeu a rapariga.
eu acredito! - ouviu se no fundo de todos os poços, mesmo os mais fundos.
que linda historia - disse o rapaz estranho.
nao terminou. - respondeu a feiticeira velha
nao?
nao, nunca termina.

Bright




Its bright inside...it burns me all...

Monday, October 27, 2008

Uma Fada Inteligente e Livre.
A sua alma é Integra, de cor Púrpura,
com destino de Artista.

Coisas que o meu amor adora.
































clica na imagem.











~



fadas



flores



chocolate



filmes romanticos



empadao de atum



a lua



arte



arvores



fotografia



roxo



corvos



animais



borboletas



dançar



viajar



beijos meus



passear



agua



perfume (o meu)



Sunday, October 26, 2008

Horas de dor.


Do coração se chorou uma lágrima só, cheia de mágoa e dor. A felicidade parecia tão distante e frágil, usei a e brinquei com ela como que um joguete, fiz dela um bem precioso apenas para a tentar destruir colocando a numa redoma de cristal.

Quero ser melhor e mais forte, quero lutar e combater, quero que me forcem a enlouquecer e que saia depois com vida renovada.

O que fiz foi lancetar tudo e todos desde sempre, foi matar e destruir e só isso conheço, só conheço a morte e a força dos mortos que me falam lentamente ao ouvido para me destruir. Ele é negro e eu sou branco, ele é forte e eu sou fraco, ela é bela e eu sou horrível, abominável.
Colosso horrível, quero de desapareças de cá de dentro, que nunca mais pense em ti, nunca mais, que sejas apenas um filamento da minha mente doentia e que te transformes numa árvore verde e viçosa, forte e com cheiro de floresta, que ilumines tudo com as tuas flores, que fortaleças a minha alma com as tuas raízes.

Quero o perdão, quero a absolvição divina de tudo. Quero derreter me como uma vela velha, num porão de barco assombrado, iluminando uma historia bonita de amor que se desenrole.

Quero ser feliz e com ela. Quero ser melhor e com ela. Quero ser mais forte e com ela. Quero existir e com ela. Quero viver e com ela.

E faze-la feliz, sem mais senãos ou intenções…

Wednesday, April 25, 2007

Objectiva



Mostraste te como és a mim e eu balbuciei meia duzia de palavras sem sentido.
Olhei pra ti como querias que olhasse.
O teu laço mostrava uma certa crianciçe atraente,
mas a tua posiçao mostrava poder de seduçao, olhar que queima.
O branco da tua pele chamava me como me querendo prender em prazer indiscretos.
Senti que te sentia, mesmo do outro lado da objectiva.
Senti que eras minha naquele momento mais que em qualquer outro.
Senti que te queria mais do que em qualquer outro momento.
Que estaria por debaixo das roupas que vestias,
atrás desse laço fechado e sentimento de vergonha.
Descobri entao que era teu e o meu corpo procurou o teu, sem cessar, louco.
Quando te encontrou finalmente foi um rasgo de poder que nos assolou e entao,
toda a vergonha desapareceu e toda minha duvida pereceu.

Sunday, April 08, 2007

Rosa Violeta



Tremi no meu renascimento.
Pareceu durar uma eternidade.
De semblante triste andei por caminhos cruzados.
Com quem me cruzei levei um bocado.
Todos esses bocados serviram para me tornar quem eu sou para ti,
para te encontrar e agradar,
para te abraçar e reconhecer uma força da qual nao sou rival algum,
mesmo quando a raiva me dá o poder que necessito para combater até os maiores rivais.
No meu oraculo prevejo o futuro que me vai alcançando devagar,
como uma perseguiçao sem escapatória á vista,
onde o destino me arquitecta sonhos estranhos de novelos de vidro laminado.
Se da minha alma saiste tu num inicio distante,
reconheço as cores e fico rejubilante de te ter encontrado,
mesmo com uma viagem dificil antes de tudo,
mesmo com saltos e quedas, com corridas sem chegadas.
Se for o contrario fico feliz de me teres encontrado,
porque estava escondido por detrás de uma fortaleza aparentemente intransponivel,
uma onda vagarosa de negrume preto como o carvao de uma fornalha apagada.
De qualquer forma sou teu e já o era antes,
mesmo quando nao sabia e tu me desconhecias qualidades na minha forma decrepita de andar encostado ás paredes e de espada antiga na mao cansada.
Se sou a noite serás a minha madrugada e esta será uma com lua cheia,
para te iluminar a mim e a ti e para que nunca nos percamos novamente.
Obrigado rosa violeta.
Que a tua cor nao desvaneça.

Ontem


Ontem senti me ansioso, com vontade de chorar por ter saudades, por necessitar de ti ao meu lado. Senti me cansado, tive uma quebra de tensao, quis adormecer para sonhar contigo. Sinto a tua falta nos dias frios, nos dias quentes e no resto dos dias. Sei que estás aqui, mesmo longe, mas nao é o mesmo como já me disseste. Continuei a tentar distrair me e consegui o com muito esforço. Nao foi facil. Continuei ligado a ti como durante as horas anteriores. Imaginei te a entrar dentro do bar, pela porta principal, a surpreenderes me. Imaginei o abraço que te daria com força e o beijo seguinte. Imaginei os olhares das pessoas em volta ao verem tao apaixonado casal, sem pudor, mostrar se vulneravel. Nesse momento, até correria contigo, por mais parvinhos que parecessemos...

Tuesday, April 03, 2007

Ecos de Veemência




Sinto o meu coração latejar em mim vezes num segundo de saudades.
Sinto a minha alma sair e vaguear sem destino.
Todo o meu ser procura te, insaciável.
Encontro me num beco escuro de tijolos laranjas e frios, com uma saída possível.
A de dar te a minha mão e partir contigo para sempre.
E tomo a sem receios nenhuns senão os de não saber voltar para trás se alguma vez tiver de o fazer, porque motivo seja.
Quedo quieto no teu regaço, expectante das tuas palavras nuas de medo.
Quero sentir te hoje, amanha e depois.
Quero saber que se existo é porque tu olhas para mim e sentes amor.
Porque amo te e não tenho medo de o dizer.
E mesmo que morra no final, cravado com as setas que lancei, serei sortudo por ter estado em uníssono contigo nesta vida, em anteriores e nas depois.
Porque o amor não tem barreiras de tempo ou espaço.
Porque perdura era e eras se for forte o suficiente.
Sou teu sem duvidas algumas.
E assim será na eternidade, no eco que as batidas do meu coração farão quando me negarem o que pelo e elas destruam qualquer barreira.
Que vá para o raio tudo o que me tente impedir de estar contigo, porque será apenas isso, uma tentativa falhada.

Monday, March 26, 2007

Mulher mordaz.



Na noite inebriante de prazer indiscreto, o meu mundo colapsou.
Foi o fim e o início, a primeira cena e o genérico final.
A linda mulher de padrões magnéticos vermelhos passeava se pelos meus olhos sem cessar, num carregar de emoções, num enlouquecer de sentidos.
Mas que diabo a colocou no meu caminho, tão auto centrado, e me fez pensar noutra pessoa?
Mas que louco me derrotou neste jogo de passos coordenados?
O passeio nocturno, de lua a ameaçar cheia mas de tonalidade amarela, compactuava com o seu charme inebriante até me derrotar.
Assisti ao seu corpo celeste brilhar demais.
O desejo que me soltou pensou no seu corpo, o pensamento que me acordou pensou na sua mente curiosa de saber, tal como eu, de tanto que me ensinou, numa só noite, fiquei eu de ensinar em muitas mais breves escapadelas rasteiras.
Demorei a adormecer, pensando na sua beleza, doce querela na minha alma.
Era ela, se não tão distante, que acabaria comigo, de uma forma serena, sem resistência aceitaria a minha queda, se assim fosse, em seus braços carinhosos.
Sim, porque é ela.
Sim porque é mulher.
Sim porque foi a escolha sem senãos.
Estou morto, estou vivo, estou alegre, estou perdido no tempo.
É o final de uma jornada. Quando começa outra?
Se for possível concretizar no mundo de barreiras invisíveis que nos percorre constantemente.

Ode à saudade e ao reencontro.



Saí pelos grandes pilares que me assombraram com a sua eterna sombra.
Levei os meus sonhos comigo, contente por deixar marcas por onde passei.
Fui eu, fui outros, fui todos.
Senti, sentiram me, ecoei pelas ruas estreitas e irregulares com os meus gritos nocturnos.

Aprendi e ensinei, passei aprendizagens e os meus aprendizes ensinaram me muito.
Amei e fui amado, bati me e fui derrotado.
Levantei me sempre e venci, mesmo que completamente destruído aos olhos das sombras que me sobrevoavam.
Venci todos os meus adversários, mesmo de espada sempre embainhada.
Caminhei em paz pelas pedras antigas que se escondem por debaixo do cascalho sujo. Senti os meus antepassados vivos em mim, e vivos nos outros, mesmo sem o saberem. Conheci homens valorosos, homens temíveis, homens admiráveis.
Conheci mulheres inacreditáveis, mulheres traiçoeiras, mulheres ofuscantes.
Bebemos todos da mesma taça que sabedoria que nos alimenta.

Conheci a.
E sem sentido, onde apenas luzes ténues atravessavam o meu deserto escuro e frio, apareceu o trilho do meu contentamento.
Troquei sentimentos, observei atentamente os pormenores angustiantes do seu comportamento puro e vi a evoluir durante a convivência.
Surpreendeu me, mesmo quando pensei saber demais.
Assustou me, mesmo quando pensei saber sentir.
Olhou me nos olhos e perdi me nos seus.
Sem saber rolei os dados, sei o, mas nunca soube o que sairia dos mesmos.
Nas suas saliências numerais saíram probabilidades das quais nunca imaginei.
Agradável o dia em que me cruzei com o tolo e o fraco de vontade e conheci o falso profeta, o cultista dos números e a mulher de potencial interminável, vestida de negro púrpura.

Este chamamento corta toda a minha alma.
Fechado numa encruzilhada, tento me dividir entre muitos, sem o conseguir sempre.
O que te pareceram meses a mim pareceram muito mais para descrever.
Sou como o cavaleiro, forçado a andar em frente mas sempre a olhar para trás.
Tenho a certeza que existirei para sempre, de uma maneira ou de outra, e esse sempre ecoará o teu nome, para me adormecer satisfeito.

Fortaleza da Lança



Assisto ao decorrer da fita sozinho, sossegado, sem nada a perder senão a segurança uma vez mais. Mas não, não sairei deste rochedo onde me prendo, mesmo sofrendo de dor.
Serei para sempre uma estátua obscura.
Um corte na pele que dói mas não sangra.
Sou eu, sou a loucura nos meus olhos e a raiva que me move num instante.
Sou um calor que faz queimar lentamente, até crepitar.
Não abrirei os meus portões até ter certezas de quem me bate nestas madeiras duras que eu próprio ergui.
Continuarei sozinho na praça vermelha, arrancando folhas ao salgueiro, até não haver nenhuma, mas ainda falta muito tempo.
Serei eu o cavaleiro errante contra a bruma?
Conseguirei eu bater em sombras?
Será a minha lança dourada longa o suficiente?
Será que vou fazê-lo sabendo do risco?
Continuarei a ser um pombo, por enquanto, daqueles que ninguém repara realmente. Serei um pormenor da paisagem, uma vírgula no poema, uma onda no oceano.
Porque gosto de ti, mais nada. Nada tão intenso como a raiva que sinto, mas talvez o será, ou mais ainda.
Porque gosto de ti, mas confiança é uma lâmina de dois gumes. E já me cortou a meio antes. Demorei imenso a agarrar os pedaços.
Porque gosto de ti, mas tenho de te ver e tocar para saber o que sinto.
Porque gosto de ti, mas o meu coração é confuso e não conhece mais nada do que a raiva.
Porque gosto de ti, mas os casulos de fio de aço não abrem assim tão facilmente.
Porque neste momento tenho a minha fortaleza e a minha lança e sinto me seguro.

Chorar de desepero



Apetece me chorar de desespero. Queria estar contigo, que a minha vida fosse outra que não este marasmo do dia a dia. Que final isto vai ter?
Sinto novamente o vazio. Parece que por mais que consuma não o consigo preencher de maneira alguma. E vem o choro novamente, sem sentido. Não estou sozinho, estou contigo, mas o urso perdido na floresta é a melancolia da minha dor.
Não tenho motivos para estar deprimido mas o estou, e tenho de aguentar, aguentar e aguentar mais um pouco sem fazer um som que seja nesta caverna escura. Sei que tentas compreender mas fazes a mínima ideia da força destas raízes do negrume que me assola. Volta o choro e desaparece mal escrevo estas palavras porque desabafo finalmente.

Wednesday, November 22, 2006

Project

Entraram na casa com um buraco no tecto. Ali, perto da janela na parede da direita, um homem, deitado, respirava ofegantemente. Tinha a mão encostada na barriga, cheia de sangue. A sua vida expirava a cada ofegar. Simplesmente perturbador.
- «Quem é?» – Treme a voz de Sebastian.
- «Um soldado. Inglês.» - Responde secamente a morte.
- «E vai morrer brevemente?» – olhando directamente para a morte.
- «Muito brevemente. Estou cá para leva-lo.»
- «Então o sofrimento vai acabar…» – fala Sebastian, de olhar triste para o homem.
- «Depende.» - Diz a morte, parecendo entretido com a presunções do rapaz.
- «Do que?» – voltando a olhar directamente para a morte.
- «Do caminho que ele escolher no outro mundo. Tal como tu.» - Com um sorriso na cara.
- «Afinal á regras.» - Responde de nariz empinado.
- «Tal como em tudo, alma inquisidora. Tenho um trabalho a acabar.» - Colocando uma cara seria, enquanto as chamas da sua lanterna iluminam as suas feições naquela sala em penumbra,
Aproximamo-nos do soldado, ficamos ali algum tempo a olhar para ele. A morte olhava frequentemente para o relógio prateado dele.
- «Já está a atrasar-me. Este é resistente.» - Diz ele irritado.
- «Se calhar não quer morrer.»
- «Não tem escolha. Já está na lista. Só parando a bala que o atingiu seria possível.» - Como que insultado pelo comentário.
- «E seria possível? Fazê-lo?»
- «Se tivesses uma autorização, talvez. Mas porque é que alguém quereria atrasar a sua hora. Foi escolhida por ele mesmo.» - Voltando a parecer entretido com o rapaz.
- «Ele escolheu a sua própria hora da morte?» – completamente espantado e com um tom de descrédito.
- «Sim. Sabes de uma coisa chamada Carma?» – respondendo com contundência ao descrédito.
- «Ouvi falar qualquer coisa.» - Fazendo um esforço por se lembrar de um livro que leu.
- «A cada reencarnação da alma, ou força da vida, como lhe quiseres chamar, essa mesma alma tem a possibilidade de escolher todas as particularidades da sua própria vida. Normalmente, solta a alma dos sentimentos inseguros da sua carnalidade, ela quer se colocar em situações difíceis e diferentes. Desafios.» - Narra a morte enquanto olha atentamente, procurando uma reacção de Sebastian.
- «Então tudo o que me acontece foi escolhido por mim.» - Tentando perceber de alguma forma.
- «De uma certa forma. Não és bem tu, mas sim a força de vida de que de ti faz parte.»
- «Mas…»
- «Shhh! Já aconteceu. Podemos ir.» - Cortando a próxima pergunta de Sebastian.
O homem parara de respirar. Tinha uma expressão sofrida na cara.
- «Para onde foi?»
- «Foi directo pelo túnel para o outro mundo.» - Riscando o nome do morto da lista.
- «Então… mas eu não fui assim.» - Diz ele sem perceber.
- «Mas tu és diferente. Pára de fazer perguntas! Tenho mais nomes na lista. Sabes o que me acontecerá se me atrasar?! Nem quero imaginar.» - Com uma ponta de irritação.
- «Irónico. A morte vive com medo de atrasos, enquanto os humanos vivem com medo da tua pontualidade.» - Com um sorriso irónico.
- «Engraçadinho. Deus iria gostar de ti. Ele gosta de ser entretido.» - Com um tom sarcástico.
- «Espero conhecê-lo.» - Diz Sebastian, sorrindo.
Naquele momento, uma luz abriu-se na parede da casa e seguiram por ela. Mais um túnel de luz.
- «Qual será a próxima paragem.» - Pensava Sebastian – «A próxima morte. É tudo tão mórbido mas ao mesmo tempo incrível interessante.» - Não contendo a excitação da sua expressão.
No túnel foi um ápice. Estavam agora no meio do mar, na proa de um barco fumarento, parecia estar qualquer coisa a arder porque cheirava intensamente a queimado, mas um queimado diferente, parecia carne queimada.
- «Estamos onde agora?» – inquire Sebastian.
- «No alto mar, perto da costa espanhola.»
Com um olhar mais cuidado percebe se que o cheiro é da carne queimada de corpos que se encontram espalhados pelo navio. Chamas intensas queimam a parte lateral esquerda da nave do navio, vítima de tiros de canhão provenientes de um barco que se avizinha a pouca distância.
- «Diz me uma coisa. Estamos a viajar em diferentes épocas do tempo? Como é isso possível? Não que desde que morri ache alguma coisa surpreendente porque tem acontecido muitas coisas estranhas.» - Pergunta com cuidado, como que já com a perguntar pensada à muito.
- «Será difícil explicar os conteúdos dos mistérios do tempo e espaço a uma força de vida básica.» - Franzindo o sobre olho.
- «Tenta. Por favor.» - Com uma expressão de suplica.
- «Muito bem. Na verdade, o além, e por consequente todas as entidades em si constituídas, não habitam em linha do tempo alguma. Isto é, vivem fora da linha do tempo, não restritas pelas suas regras temporais e espaciais.» - Olhando o relógio prateado.
- «Fascinante.»
- «Deveras. Não existe tempo para nós, entidades espirituais cósmicas. Apenas existimos e realizamos o nosso propósito. A nossa, digamos, missão. Obviamente que como não temos as regras do tempo também não temos as regras do espaço. O local pouco importa, porque existimos e todo o lado.»
- «Omnipresentes e infinitos?» – estranhamente serena com a nova informação.
- «Exactamente. Em qualquer linha do tempo.»
- «Também são omniscientes? Sabem de tudo?» – não escondendo a curiosidade.
- «Hum, depende. Algumas entidades são, outras não. Outras, como eu, são parcialmente omniscientes, no nosso plano somos totalmente omniscientes. Sei quem morre, sinto as suas mortes todos os momentos. Sei os porquês e os senãos. Nesse plano sou mestre.» - Com uma pose de orgulho.
- «Nunca sequer imaginei.» - De olhar vago num barril a flutuar no mar.
- «Nem sequer podias. Mas atenção agora. A vida do homem que vimos buscar está prestes a findar.» - Pegando na lista.
Nesse momento um grito ecoa pelo barco. Um homem, trespassado por uma espada cai de joelhos. A sua bandeira a espanhola, o seu destino já escolhido.
- «Podemos ir então.» - Diz a morte, levantando a lanterna ao nível da cara.
- «Ainda não percebi qual a tua interacção com tudo isto.» - Depressa arrependendo se de ter proferido as palavras.
- «Eu? Eu sou o árbitro da morte. Quem a decide e quem a torna possível.» - Em desafio.
- «Mas nem sequer lhes tocas.» - Continuando a pergunta.
- «Vocês e as vossas perguntas. Não necessito tocar em nada. Eles nem sequer nos vêem, para eles não existimos de todo. Só me encontro aqui para me certificar que acontece. Se eu não estiver por perto a morte não acontece.» - Irritado pela necessidade de explicação.
- «Então simplesmente sendo a testemunha a morte acontece?»
- «Algo assim.» - Trocando rapidamente de assunto.Seguiram novamente pelo túnel, de encontro a outro evento